Por Alberto Marques – Enquanto em diversos estados,como o Pará e Paraíba, o Judiciário e o Ministério Público, a pretextos de salvarem da fome as famílias mais carentes, autorizam o trabalho de crianças de 8 a 10 anos em serviços penosos, como capina de lavouras e até catadores de lixo, em Duque de Caxias, assim como em toda a baixada fluminense, a exploração do trabalho infantil é feito sob a proteção ou omissão do Governo, como ocorreu no último dia 2, “Dia de Finados”, quando dezenas de crianças corriam pelas trilhas entre as sepulturas, em busca de trocados dados pelos que visitavam os túmulos de seus parentes.
Como as Prefeituras não zelam pelas sepulturas e pelo estado geral dos cemitérios, cabe aos parentes dos mortos a difícil tarefa de capinar as alas, remover as ervas daninhas, limpar as lápides e até reunir os pedaços que sobraram das sepulturas para darem ao local um mínimo de decência. Em alguns estados, os Conselhos Tutelares foram para os cemitérios no “Dia de Finados” com o objetivo de impedir a exploração de crianças na limpeza das sepulturas, mas em Duque de Caxias, em nenhum dos cemitérios foram vistos os bem pagos conselheiros tutelares, que adoram afrontar as diretoras de escolas, exigindo a matrícula de crianças que excederam a capacidade da rede municipal, mas que são incapazes de exigir do Governo a ampliação da rede escolar e da rede de creches, dos postos de saúde e o re-aparelhamento do Hospital Infantil Ismélia da Silveira, o único hospital público da Baixada a cuidar exclusivamente de crianças.
Até quando vamos continuar de braços cruzados enquanto nossas crianças são impiedosamente exploradas, inclusive por seus pais, afastadas das escolas, sem direito à infância e à Educação para que, quando adultos, possam tornar o Brasil e o Mundo melhor para todos nós?
Fonte: http://www.caxiasdigital.com.br/

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